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Trabalho da Escola Sesi de Ensino Médio de Pelotas vai participar de evento na Escócia

Ensino

Os estudantes Nicolas Ledebuhr e Renata Santos, da Escola Sesi de Ensino Médio de Pelotas, embarcam com a professora Joseane Amaral para a Escócia na próxima segunda-feira (10), às 18h. Eles vão levar o trabalho “Trigonometria na prática: construção do teodolito caseiro com materiais alternativos e teodolito eletrônico de baixo custo”, que conquistou o primeiro lugar na categoria Exatas da Feira Brasileira de Colégios de Aplicação e Escolas Técnicas da UFMG (Febrat), em Belo Horizonte. Com isso, obtiveram a vaga para participar do Edinburgh International Science Festival, uma feira internacional que será realizada de 11 a 17 de abril em Edimburgo, na Escócia.  Em janeiro, o mesmo trabalho levou os estudantes ao I-FEST², the International Festival of Engineering Science and Technology, na Tunísia.

O tema do festival escocês este ano é Our Connected world. A programação é constituída por palestras, oficinas, shows, filmes, performances e exposições que ocorrem das 8h às 22h distribuídas em vários locais: City Art Centre, St Andrew Square, The Royal Botanical Gardens, National Museum of Scotland, Edinburgh Zoo, George Square Theatre e em vários museus e pontos importantes da cidade. No semestre passado, alunos da Escola Sesi de Ensino Médio de Pelotas tiveram seus trabalhos aceitos em sete eventos e mostras realizadas no Rio Grande do Sul e outros Estados brasileiros.  

O estímulo à inovação, criatividade, responsabilidade social, sustentabilidade e motivação são parte do dia a dia de estudantes e professores das escolas do Sesi-RS. Inspirada nas melhores práticas nacionais e internacionais de educação, a metodologia busca o desenvolvimento integral do estudante com a construção de competências e habilidades via resoluções de problemas pautados no mundo do trabalho e com uma avaliação desafiadora e motivadora do aluno. 

Com turno estendido (ao final do 3º ano serão aproximadamente 5 mil horas de estudo), os alunos terão uma matriz curricular dividida da seguinte forma: 30% Código e Linguagens (português, literatura, línguas estrangeiras, artes, educação física), 50% Matemática e Ciências Naturais (química, física e biologia) e 20% Ciências Humanas (história, geografia, sociologia e filosofia), o alunos constrói o conhecimento e estratégias variadas. “A proposta é atender à proficiência em matemática e português, básico para qualquer profissão, e a área de ciências naturais, demandas observadas na sociedade em geral e principalmente na indústria”, explica o diretor-superintendente do Sesi-RS, Juliano Colombo.

Os alunos têm à disposição salas-ambiente para as áreas de linguagens, matemática e ciências humanas, laboratórios para as atividades de ciências da natureza e infraestrutura específica para as aulas de teatro e música. A escola busca o desenvolvimento integral do estudante, que é instigado a resoluções de problemas pautados pelo mundo do trabalho. O acompanhamento desse desenvolvimento ocorre com uma avaliação que prevê continuamente retomada dos estudos, consolidação ou novos desafios, conforme o estágio de aprendizagem de cada aluno. A organização da sala prevê a composição de grupos com perspectiva colaborativa. O uso de tecnologias e o respeito às culturas juvenis se fazem presentes em todo ambiente escolar.

O ensino se dá por projetos de pesquisa ativa e oficinas, estímulo ao desenvolvimento, a capacitação, experimentação, visitas técnicas e encaminhamento para escolhas profissionais (com base também no interesse do aluno). A trajetória do estudante é acompanhada por um professor, chamado de articulador, que o orientará em seu projeto de vida. A intenção é que todos os alunos cresçam, a partir de estudos de reconstrução, atividades de apoio ou desafios, conforme o ritmo de cada um. 

A partir do segundo ano, inicia a parceria com o Senai-RS em cursos de qualificação profissional em eletricidade e automação. Outros desafios também serão propostos como os projetos de Educação Financeira, Robótica e Passaporte para o Empreendedorismo. “A intenção da escola é que, ao final do Ensino Médio, o aluno tenha desenvolvido competências de leitura, escrita e resolução de problemas, dominando não só saberes necessários para a excelência acadêmica, mas também para a sua plena inserção no mundo do trabalho”, destaca Colombo.

A primeira escola de ensino médio do Sesi começou a funcionar em 2014, em Pelotas, e já foi reconhecida pelo MEC como uma das 177 instituições de todo o País como exemplo de inovação e criatividade na educação básica. Além da unidade na região Sul, o Sesi conta com escolaS de ensino médio em Sapucaia do Sul, Montenegro e Gravataí.