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Rio Grande do Sul se destaca nas relações com a Alemanha

Relações Internacionais

A declaração do embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, de que o Rio Grande do Sul é o parceiro brasileiro mais importante de seu país repercutiu com otimismo entre empresários da indústria gaúcha. Foi durante a reunião-almoço da Câmara Brasil-Alemanha no RS (AHK-RS), na terça-feira, 11 de abril, que o diplomata europeu mencionou tamanha consideração. Na plateia, além do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, estavam presentes diversos diretores e executivos de grandes companhias alemãs com filiais no Brasil e uma enorme diversidade de industriais interessados em negócios internacionais. 

A boa impressão que o embaixador alemão expressou sobre as relações entre seu país e o Rio Grande do Sul é uma percepção cada vez mais intensa, uma vez que estão em evidência os vultosos investimentos estrangeiros por aqui. Um dos exemplos é a vitória do grupo Fraport AG Frankfurt no leilão de concessão para a gestão do Aeroporto Internacional Salgado Filho, na Capital do Estado. Segundo os dados divulgados pela própria companhia, e confirmados pelo embaixador Witschel, a prioridade do aporte de R$ 382 milhões pagos pela concessão do terminal gaúcho é a ampliação da extensão da pista, que ganhará mais 920 metros, chegando a 3,2 quilômetros. 

Para o presidente da FIERGS, a consequência será um ganho imediato de competitividade do setor industrial gaúcho. Com uma pista capaz de permitir operações de aeronaves de maior porte, com capacidade em torno de 100 toneladas, exportadores do Estado não precisarão mais transportar seus produtos até São Paulo para despachá-los para o exterior, como ocorre atualmente. “No futuro, vamos estar mais bem servidos neste modal do que nos estamos hoje. Se o Brasil não tem condições de melhorar a sua infraestrutura, precisa deixar quem tem capacidade e dinheiro fazer”, avalia Müller.

Sobre as relações entre o Rio Grande do Sul e a Alemanha, também o aspecto cultural foi ressaltado nas declarações do embaixador Witschel. Ele reconhece que a imigração de seus conterrâneos, no passado, acabou gerando uma cultura local bastante forte e, não por acaso, há indústrias renomadas e líderes em seus segmentos que possuem relevantes interações econômicas com a Alemanha. A corrente de comércio Brasil-Alemanha ultrapassou US$ 15 bilhões em 2015. 

A perspectiva de que as cifras de negócios cresçam estão na mira do embaixador. Ele destacou com entusiasmo a realização da 35ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), que será em Porto Alegre, de 12 a 14 de novembro de 2017. Trata-se do principal evento do ano na agenda entre os dois países e é organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em conjunto com a BDI, a entidade das indústrias alemãs. Na programação, haverá rodadas de negócios, palestras, seminários e uma exposição de produtos de mais de 100 empresas já confirmadas. O evento será no Centro de Eventos da FIERGS e as inscrições e informações podem ser feitas no site www.eeba2017.com.

Parcerias reforçadas e visão de futuro
No dia anterior (10/04), o embaixador alemão inaugurou junto à Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o primeiro Centro de Estudos Europeus e Alemães (CDEA) da América Latina e do Hemisfério Sul. 

O Centro funcionará com recursos do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, por um período inicial de 5 anos e com possibilidade de prorrogação. A iniciativa trará novidades com a criação de curso de especialização na PUCRS e de uma nova ênfase em Direito Europeu e Alemão da Linha de Pesquisa em Integração Jurídica da UFRGS. O aprendizado da língua alemã também será incentivado, através do Centro de Idiomas Lexis da PUCRS e do Instituto de Letras da UFRGS. Com a chegada do CDEA ao Brasil, devem crescer o número de bolsas de intercâmbio para alunos e professores, e também o apoio a publicações com temas relacionados à Alemanha no contexto Europeu e global.