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Um dos maiores empecilhos que líderes empresariais e profissionais de RH enfrentam diariamente é a busca por maneiras de otimizar a gestão do absenteísmo. O não comparecimento dos colaboradores muitas vezes está ligado a motivos de saúde e, por isso, torna-se essencial investir neste tema e se dedicar a manter a motivação dos trabalhadores.

Grande parte das indústrias opera com o número ideal de funcionários nas equipes. Por isso, qualquer falta pode ocasionar uma queda de produtividade e desequilíbrio no convívio entre os profissionais — já que alguns se sentem sobrecarregados ao assumir as tarefas do colega ausente.

Por isso, neste conteúdo trouxemos as principais causas do absenteísmo, dicas práticas que podem ser aplicadas ainda hoje a fim de diminuir as taxas de afastamento de funcionários. Também vamos mostrar meios de calcular esses valores na sua empresa. Continue a leitura!

Principais causas do absenteísmo nas empresas

A questão do absenteísmo é um desafio que perturba negócios em todo o mundo. Para se ter uma ideia, uma pesquisa publicada pela Circadian mostrou que, nos Estados Unidos, a ausência em demasia custa para o empregador US$ 2.660 por colaborador.

Dessa maneira, fica claro que a falta frequente de funcionários provoca prejuízos não somente na produtividade, mas também no bolso da organização.

Para começar a resolver esse problema, os responsáveis — principalmente o setor de RH — precisam entender os motivos que provocam o absenteísmo na empresa. O mesmo estudo da Circadian revelou as cinco razões mais comuns e utilizadas para explicar as faltas. São elas:

  1. doenças dos funcionários: 30%;
  2. assuntos pessoais: 27%;
  3. questões familiares: 20%;
  4. estresse: 12%;
  5. mentalidade de direito (quando o indivíduo se julga no direito de faltar): 12%.

Compreendidos os principais motivos que levam ao absenteísmo, é hora de concentrar os esforços para ultrapassar as dificuldades, alinhar as práticas de gestão e melhorar o desempenho do negócio.

Quatro dicas para otimizar a gestão do absenteísmo

1. Invista em segurança do trabalho

Graças à tecnologia, as empresas já podem contar com o uso de softwares de gerenciamento de saúde e segurança do trabalho — ferramentas que ajudam a monitorar as taxas de absenteísmo. Os sistemas reúnem relatórios com informações do prontuário e históricos de afastamentos dos funcionários.

Com soluções assim, a gestão tem acesso fácil a diversos registros, fato que contribui para uma administração mais integrada e dinâmica. Além disso, esses softwares permitem a atualização imediata de KPIs (Indicadores-chave de Desempenho). Isso garante mais embasamento para a abordagem aos funcionários absenteístas.

Dessa forma, o sistema sustenta as tomadas de decisões importantes, que devem englobar investimentos em equipamentos, ergonomia e capacitação da mão de obra.

2. Incentive momentos de lazer e atividades físicas

A complexidade da rotina e a cobrança constante por resultados podem fazer com que muitos colaboradores esqueçam de ter momentos de lazer. Isso também dificulta que eles pratiquem atividades físicas a fim de se manterem saudáveis.

Esse objetivo pode ser atingido quando a organização proporciona mudanças na rotina corporativa. Por exemplo, permitindo momentos de descanso dentro da jornada de trabalho e realizando ginástica laboral. Além disso, dispor de convênios com academias e outros serviços da área da saúde e bem-estar são outras formas de incentivar hábitos saudáveis.

Essas práticas são maneiras de cuidar do clima organizacional da empresa, mantendo um ambiente de trabalho saudável para todos.

3. Crie planos de carreira

Para os colaboradores que visam o desenvolvimento e o sucesso profissional, um plano de carreira oferecido pela companhia agrega muito valor. Se uma pessoa que busca esses aspectos entende que a empresa não conta com um programa de desenvolvimento, pode sentir-se desmotivada, buscando se recolocar em outra instituição que ofereça essa possibilidade de crescimento.

Aos poucos, o funcionário vai demonstrando alguns sinais de descontentamento, como queda de produtividade, atrasos, desmotivação, mau relacionamento com os colegas e, claro, faltas sem aviso.

O plano de carreira deve ser elaborado com o intuito de proporcionar um equilíbrio entre os interesses do profissional e os da empresa. Quando as expectativas do funcionário são mapeadas, a gestão consegue definir metas e criar um plano de desenvolvimento de carreira compatível com os objetivos de ambas as partes.

4. Defina benefícios relacionados à saúde

Prevenir é sempre melhor do que remediar, não é mesmo? Sendo assim, oferecer um plano de saúde de qualidade é algo muito benéfico para todos. Como os colaboradores sabem que têm acesso a serviços médicos sempre que necessário, sentem-se à vontade para realizar exames e consultas preventivas com certa frequência. Consequentemente, eles têm menos problemas de saúde e menos taxas de ausência do trabalho.

Outro benefício a ser considerado é a alimentação. Uma dieta desregrada é causa de diversos problemas de saúde que podem acabar afastando o profissional. Algumas medidas interessantes a serem adotadas incluem:

  • disponibilizar um cardápio amplo de opções saudáveis nos postos de alimentação dentro da empresa (refeitório, carrinho de comida ou vending machine);
  • organizar materiais informativos, como vídeos e palestras, que ensinem os colaboradores a adotar dietas adequadas.

Como o absenteísmo deve ser calculado

Para administrar as faltas de modo eficaz, é importante que a organização tenha um controle das horas trabalhadas. Nesse momento, uma ferramenta de gestão pode ser bastante útil, pois auxilia a mensurar o tempo de serviço prestado. Com os horários registrados, é possível visualizar a realidade do negócio e medir mais facilmente o impacto das ausências.

O índice de absenteísmo da empresa é calculado a partir da soma das faltas e horas de atraso de todos os colaboradores dividida pelo total do tempo de trabalho no mês.

Por exemplo, uma equipe de 10 pessoas, com jornada de oito horas diárias em 20 dias úteis no mês soma 1.600 horas totais. Se quatro funcionários faltarem um dia cada em um mês, 32 horas serão perdidas. Além disso, todos os integrantes juntos somaram quatro horas no mês em atrasos, totalizando 36 horas.

Para calcular o nível de abstenção, basta dividir as 36 horas pelas 1.600 totais e multiplicar por 100, o que resulta em uma taxa de 2,25%. Quanto mais elevado esse índice, maior o número de faltas dos colaboradores. Portanto, menor a produtividade do empreendimento.

Compreender as principais causas, saber como calcular as taxas e trabalhar na prevenção é uma das melhores maneiras de aplicar a gestão do absenteísmo. Ao cuidar dessas três frentes de perto, você certamente juntará esforços para reduzir os níveis de falta dos funcionários e melhorar a produtividade da sua empresa!

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segunda-feira, 1 de Abril de 2019 - 10h10

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