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Pesquisas indicam que ter profissionais de diferentes gerações nas empresas contribui para o crescimento e o desenvolvimento das corporações. Mais presente atualmente do que as possíveis vantagens apontadas pelos especialistas, o cenário revela uma prevalência de conflito entre as gerações.  

Fruto de um preconceito etário sobre os trabalhadores mais velhos, em que predomina a ideia de que eles custam muito ou não são experientes o suficiente para as novas tecnologias, os conflitos no ambiente laboral sinalizam que algo precisa mudar para que se avance do ponto de vista das relações interpessoais, da produtividade dessa população, e do impacto disso na questão econômica.  

PRECONCEITO E ECONOMIA 

É o que demonstrou o relatório da Fundação AARP, que indicou um custo para a economia dos EUA de US$ 850 bilhões em 2018 frente à discriminação etária contra pessoas com 50 anos ou mais. A pesquisa ainda revela que essa população contribuiu com 40% do PIB americano, criando 88,6 milhões de empregos e gerando US$ 5,7 trilhões em salários por meio de empregos mantidos direta ou indiretamente. 

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o número de idosos deve ultrapassar o número de crianças em 2030. Em 2020, a população brasileira dos 50 mais passou os 54 milhões, o que já representa cerca de 25%.   
 
Diante desse cenário, o preconceito avança e já se vê antes mesmo da população com mais de 50 anos. Pesquisa feita pelo InfoJobs, empresa de tecnologias para recrutamento, mostra que 70,4% dos profissionais com mais de 40 anos entrevistados já sofreram preconceito no mercado de trabalho por conta da idade. 

EFEITOS NA SAÚDE MENTAL

A relação do preconceito e a discriminação com a saúde mental não é algo novo, mas foi evidenciada pelo maior estudo realizado com foco nesses tópicos. Para os pesquisadores da Universidade de Yale, o preconceito tem um impacto negativo no quadro de saúde mental, relacionado especialmente com a depressão. Pelo menos 10 dos 422 estudos revisados apontaram uma relação entre a intensidade com que idosos se sentem atingidos por estereótipos e a diminuição de sua expectativa de vida. 

ETARISMO 

Um termo que vem ganhando espaço nos meios de comunicação é o etarismo. Ele define uma forma de intolerância relacionada à idade, com conotações semelhantes ao "racismo" e "sexismo", direcionada às pessoas idosas, com ampliação do uso do termo para preconceito ou discriminação contra ou a favor de um grupo etário. E essa discriminação ganha mais força ainda quando se trata de mulheres. 

COMO O SESI ATUA E PODE AJUDAR?  

A equipe de especialistas em Saúde Mental do SESIRS desenvolve iniciativas e soluções para criar ambientes de trabalho mais sustentáveis do ponto de vista emocional e produtivo.  

Estimular a cooperação entre as gerações, ampliando o diálogo e a sensibilização acerca do tema, pode minimizar os conflitos na rotina laboral e promover uma maior consciência sobre integração geracional e diversidade etária, além de refletir no custo para toda a economia. 

O mês de junho mobiliza a sociedade no mundo todo para a conscientização da violência sobre a pessoa idosa. É um momento para refletir e buscar ações efetivas na mudança de mentalidade, com práticas humanizadas e uma inclusão pensada exclusivamente para esse público dentro das organizações. 

quarta-feira, 29 de Junho de 2022 - 9h09

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