Entre os dias 1º e 3 de outubro, o Centro de Eventos FIERGS receberá o torneio FRC Off-Season durante o Futur.E, maior evento de educação já promovido pelo Sistema FIERGS. A competição reunirá 40 equipes de estudantes do ensino médio em disputas com robôs de tamanho industrial, projetados e programados pelos próprios jovens. A FRC (First Robotics Competition) desafia cada time a projetar, construir e programar robôs de porte industrial para realizar tarefas complexas em uma arena competitiva. Sob regras rigorosas e recursos limitados, as equipes desenvolvem não apenas habilidades técnicas, mas também competências interpessoais como liderança, comunicação e trabalho em equipe.
Entre os destaques da competição está a equipe TecRobot, da Escola Sesi de São Leopoldo, que chega ao evento após participar da competição nacional em Brasília, em março deste ano. "É como gerir uma pequena empresa", explica o vice-diretor da Escola Sesi de São Leopoldo, Mauro Menine. A equipe existe desde 2021 e, atualmente, é composta por cerca de 15 estudantes, que se dividem em três áreas: mecânica, programação e marketing.
Caroline Steigleder, de 17 anos, e uma das responsáveis pela comunicação da equipe, destaca a transformação pela qual passou. "Minha experiência na comunicação mudou muito. Você conhece outras pessoas, aprende a dialogar e assume muita responsabilidade”, afirma. Já Gustavo Brill Thum, de 17 anos e atuante na área de mecânica, ressalta o diferencial do seu grupo. "Conseguimos ficar à frente de equipes com robôs mais complexos, mesmo o nosso sendo mais simples. É legal conseguir um alcance tão positivo com uma receita básica", complementa.
Para muitos estudantes, a robótica representa uma descoberta inesperada de talentos e interesses. Gustavo admite que inicialmente não tinha interesse na área. "Sinceramente, eu nunca gostei muito de robótica. Eu gosto mais de bicicletas, sempre mexi com isso", destaca. Porém, ao se envolver com a montagem do robô e todo o processo competitivo, sua percepção mudou completamente.
Caroline teve experiência similar, ingressando na equipe "por curiosidade, sem muito interesse, com aquela visão mais estereotipada do que é robótica". A transformação vai além das competências técnicas, desenvolvendo habilidades de liderança e responsabilidade que preparam os jovens para desafios futuros no mundo profissional.