O apoio emergencial prestado pelo Sistema FIERGS a pessoas e indústrias atingidas pela enchente de maio de 2024 no Rio Grande do Sul está se transformando em legado. Nesta quinta-feira (13), será lançado na COP30 o documento Protocolo de Respostas às Emergências Climáticas por Inundação para a Indústria. A partir da experiência gaúcha, o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Conselho Nacional (CN) do Sesi e o Ministério da Saúde firmaram uma parceria a fim de elaborar diretrizes, orientações práticas e experiências concretas. A solenidade será realizada às 17h, no estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Blue Zone.
Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o protocolo representa um marco na preparação do setor produtivo frente aos desastres climáticos. Quando as enchentes de maio de 2024 devastaram o Rio Grande do Sul, o Sistema FIERGS mobilizou uma resposta que foi além de emergência, através de fases de assistência, restabelecimento e reconstrução.
“As mudanças climáticas já são uma realidade e exigem respostas rápidas e coordenadas. O protocolo que apresentamos na COP30 é fruto da experiência vivida no Rio Grande do Sul e tem como objetivo fortalecer a preparação, a resposta e a recuperação diante de eventos extremos por inundação. Assim, garantimos a proteção da vida e da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras da indústria, preservamos instalações produtivas e asseguramos a continuidade dos negócios”, afirma Bier, acrescentando que o RS foi exemplo, na conferência do clima, em superação de eventos climáticos como secas e enchentes.
Elaborado por especialistas em saúde, segurança do trabalho, gestão de riscos e resposta a desastres, o documento reúne diretrizes, orientações práticas e experiências concretas, alinhadas aos compromissos da Agenda 2030, à Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, ao Marco de Sendai (acordo internacional de 2015) e às melhores práticas de gestão de riscos e emergências climáticas e de saúde.
Em 124 páginas, o protocolo apresenta um panorama global e nacional sobre inundações, analisando impactos à saúde da população e propondo diretrizes específicas para o setor industrial. Também traz a experiência do Sesi-RS durante as enchentes de 2024, destacando ações baseadas em flexibilidade, parcerias, agilidade, transparência e coordenação interinstitucional.
Estruturado em três fases – assistência, restabelecimento e reconstrução –, o protocolo orienta desde a criação de abrigos e o apoio à saúde até a recomposição de escolas e instalações industriais. O documento também reflete sobre o legado das ações realizadas, as lições aprendidas e propõe um modelo integrado e replicável de resposta a desastres por inundação. O protocolo completo está disponível para consulta em legadoenchentes.sesirs.org.br.