INTEGRAÇÃO E RECONHECIMENTO
Para facilitar o reconhecimento dos espaços e a integração, os estudantes foram divididos em grupos identificados por pulseiras coloridas, que serviram de guia para o roteiro inaugural da unidade. A manhã foi voltada à integração, marcada por tours e dinâmicas, como rodas de conversa em que cada jovem se apresentou e compartilhou um objeto representativo de sua história.
A estudante Cecília Gallas, 14 anos, aproveitou a vitória do seu time na noite anterior para levar uma camisa do Internacional à atividade. Integrante do "grupo rosa", ela protagonizou um momento marcante nesta manhã, na sala de música: ao ver um colega arriscar notas no violão, a jovem, que sempre teve forte ligação com as artes, assumiu os vocais e incentivou o entrosamento da turma. Ao final da pequena apresentação, a turma cantava em coro. Para Cecília, o acolhimento superou suas expectativas. "Depois de conhecer o ambiente e os colegas, pensei: 'Realmente, era para eu estar aqui’”, conta.
Para Andrio Roberto Silveira Jaeger, o início das aulas teve um significado ainda mais especial, pois coincidiu com seu aniversário de 15 anos. Natural de Novo Hamburgo e integrante do "grupo azul" neste primeiro dia de aula, o estudante carrega uma forte ligação com a instituição: seu pai é trabalhador da indústria e já conhecia os serviços do Sesi-RS, o que gerou grande entusiasmo em toda a família com a chegada da nova escola. Andrio revelou orgulho em pertencer à primeira turma da unidade. "Daqui alguns anos, vou ter uma foto para exibir que fiz parte da primeira turma do colégio", diz.
Interessado em ciência e pesquisa, o jovem já participou de feiras e mostras na área e pretende aprofundar esses conhecimentos no Sesi. "Sou apaixonado por pesquisa, sempre gostei. Quero me aprofundar ainda mais nessa área aqui", projeta o estudante, que também elogiou a estrutura de mesas redondas das salas de aula, com múltiplos estudantes sentados juntos e colaborando na resolução de problemas, preferindo esse modelo ao formato tradicional de classes enfileiradas. Além disso, o adolescente celebra a proximidade com o local onde sua mãe realizou sua graduação, reforçando os aspectos positivos da integração da escola ao ambiente universitário.








