O concerto de 25 anos promete um repertório diverso, construído de forma colaborativa com os instrumentistas e ex-integrantes do grupo. “Nós vamos trazer desde músicas da primeira apresentação, em 1999, até obras atuais escolhidas pelos jovens. Vamos tocar Michael Jackson, Queen, Coldplay, Katy Perry, entre outros artistas”, conta o maestro Carlos. A orquestra possui instrumentos de sopro, entre trompetes, saxofones, clarinetes e flautas, que se somam às cordas, com violinos, violão e contrabaixo, além de piano, percussão e bateria.
Segundo o maestro Carlos, a orquestra é um espaço de aprendizado para os jovens alunos. “Trabalhar com adolescentes é bom demais. É uma geração muito bacana, o nosso futuro. Aqui, não formamos apenas músicos, mas também pessoas preparadas para a vida”, destaca Carlos. Para Fernanda Ramires, analista de educação do Sesi-RS, a orquestra trilha um caminho potente para as crianças e jovens que passam por ela. “Eles desenvolvem habilidades socioemocionais, cognitivas e de socialização, além da própria disciplina que a música exige. Muitos já chegam inspirados, sonhando em compor a orquestra desde a iniciação às artes”, explica.
Entre os jovens que dão vida ao projeto está Elisa Bencke Guth, 16 anos, clarinetista. A aluna conta que fazer parte da orquestra a ajudou na interação com as pessoas, principalmente após a pandemia de covid-19. “Eu reaprendi a socializar, fiz mais amigos e comecei a redescobrir coisas que eu gostava, principalmente com a música. Mudou a minha vida”, afirma. O aluno tecladista Aquiles Vicente, 15 anos, também valoriza o aprendizado coletivo que a orquestra proporciona. “É um lugar que eu me sinto pertencente e uma coisa que eu gosto muito é música. Estar no meio de pessoas que entendem de música é legal, são pessoas legais que eu gosto de ter amizade”, conta o jovem.







