COMO SÃO AS OFICINAS
A II Formação de Orquestras Jovens do Sesi-RS começou em 10 de novembro, na unidade de Marau. Na sequência, Panambi, Gravataí e Santa Rosa receberam as atividades entre os dias 12 e 17 de novembro. O ciclo de oficinas será encerrado no próximo sábado (6), em Lajeado. No total, 134 crianças e jovens entre nove e 19 anos serão impactados pela iniciativa.
Gustavo Arthur Müller, diretor artístico da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo (OSNH), explica que as oficinas de capacitação são ministradas por músicos e professores da instituição, com foco no aprimoramento musical dos instrumentos. “Cada orquestra do Sesi-RS tem as suas especificidades: algumas têm mais instrumentos de cordas, outras mais instrumentos de sopro ou percussão. Então, fizemos esse levantamento inicial e estamos levando os profissionais até os locais para dar as oficinas, que duram um dia inteiro. E tem sido muito bom, nosso retorno até agora foi maravilhoso”, ressalta.
De acordo com Müller, os atendimentos são personalizados para cada um dos alunos. Assim, no início da oficina, o professor identifica como está o desenvolvimento musical do jovem, há quanto tempo está no projeto e quais potencialidades pode desenvolver. “O objetivo é melhorar as questões musicais com relação à postura, emissão de som, sonoridade, afinação, tempo. É bem focado no aprimoramento de cada aluno”, esclarece.
O diretor artístico destaca também que as oficinas oferecem um momento de troca de conhecimento entre os alunos, além de novos desafios: “Está sendo uma experiência muito boa para nós e para os alunos. O Sesi-RS já tem um trabalho muito legal com essa gurizada no interior e uma estrutura muito boa em suas unidades, e acreditamos que isso pode ser potencializado”.
Bruna Gomes Marins, 12 anos, toca violoncelo na Orquestra Sesi de Gravataí há dois anos e conta que a formação foi uma experiência muito boa, na qual pôde esclarecer dúvidas sobre músicas que já executava e aprender formas novas de tocar. “Os professores me ensinaram como pegar o arco mais direitinho e o ponto de equilíbrio do arco, que foi bem interessante. Também me ensinaram o pizzicato, que é quando tocamos com os dedos. Em uma música, viramos o violoncelo em duas pausas, foi bem legal também”, relata a jovem.




