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Oferecer aperfeiçoamento técnico para incentivar a prática musical, reconhecer talentos e promover o acesso à cultura. Esse é o objetivo de uma iniciativa que está levando oficinas com especialistas em diferentes instrumentos às orquestras jovens do Serviço Social da Indústria (Sesi-RS). Promovida pela Gerência de Cultura e Esporte do Sistema FIERGS, com execução da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo (OSNH), a II Formação de Orquestras Jovens do Sesi-RS contempla 134 alunos de cinco cidades gaúchas.  

A primeira edição da formação foi realizada em agosto deste ano, no Teatro FIERGS, em Porto Alegre. Seus bons resultados e a crescente demanda por aperfeiçoamento técnico nas orquestras jovens do Sesi-RS impulsionaram a continuidade da ação, que é executada por músicos da OSNH. Desta vez, as atividades estão ocorrendo diretamente nas cidades que abrigam os conjuntos instrumentais da entidade — Santa Rosa, Panambi, Marau, Lajeado e Gravataí. 

O programa disponibiliza aperfeiçoamento técnico, artístico e interpretativo, com oficinas ministradas por professores especialistas em cada instrumento. Com mais de sete décadas de atuação, a OSNH conta com a participação de músicos profissionais sob a regência do maestro Linus Lerner e é reconhecida por seu compromisso com a formação de público, manutenção e preservação da arte orquestral como patrimônio imaterial. 

De acordo com a gerente-executiva de Cultura e Esporte do Sistema FIERGS, Viviane Kauer Possa, o projeto tem como propósito estimular a prática musical e valorizar jovens talentos de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, fomentando o acesso à cultura e fortalecendo a formação humana por meio da arte. “Com a formação, reafirmamos nosso compromisso com a educação, a cultura e o desenvolvimento social, consolidando a música como instrumento de transformação e integração entre os jovens gaúchos”, destaca Viviane.  

COMO SÃO AS OFICINAS 
A II Formação de Orquestras Jovens do Sesi-RS começou em 10 de novembro, na unidade de Marau. Na sequência, Panambi, Gravataí e Santa Rosa receberam as atividades entre os dias 12 e 17 de novembro. O ciclo de oficinas será encerrado no próximo sábado (6), em Lajeado. No total, 134 crianças e jovens entre nove e 19 anos serão impactados pela iniciativa.  
Gustavo Arthur Müller, diretor artístico da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo (OSNH), explica que as oficinas de capacitação são ministradas por músicos e professores da instituição, com foco no aprimoramento musical dos instrumentos. “Cada orquestra do Sesi-RS tem as suas especificidades: algumas têm mais instrumentos de cordas, outras mais instrumentos de sopro ou percussão. Então, fizemos esse levantamento inicial e estamos levando os profissionais até os locais para dar as oficinas, que duram um dia inteiro. E tem sido muito bom, nosso retorno até agora foi maravilhoso”, ressalta.  

De acordo com Müller, os atendimentos são personalizados para cada um dos alunos. Assim, no início da oficina, o professor identifica como está o desenvolvimento musical do jovem, há quanto tempo está no projeto e quais potencialidades pode desenvolver. “O objetivo é melhorar as questões musicais com relação à postura, emissão de som, sonoridade, afinação, tempo. É bem focado no aprimoramento de cada aluno”, esclarece.  

O diretor artístico destaca também que as oficinas oferecem um momento de troca de conhecimento entre os alunos, além de novos desafios: “Está sendo uma experiência muito boa para nós e para os alunos. O Sesi-RS já tem um trabalho muito legal com essa gurizada no interior e uma estrutura muito boa em suas unidades, e acreditamos que isso pode ser potencializado”.

Bruna Gomes Marins, 12 anos, toca violoncelo na Orquestra Sesi de Gravataí há dois anos e conta que a formação foi uma experiência muito boa, na qual pôde esclarecer dúvidas sobre músicas que já executava e aprender formas novas de tocar. “Os professores me ensinaram como pegar o arco mais direitinho e o ponto de equilíbrio do arco, que foi bem interessante. Também me ensinaram o pizzicato, que é quando tocamos com os dedos. Em uma música, viramos o violoncelo em duas pausas, foi bem legal também”, relata a jovem.  
 

Publicado segunda-feira, 1 de Dezembro de 2025 - 16h16
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