Em bate-papo durante o South Summit Brasil 2026 nesta quarta-feira (25), representantes do Sistema FIERGS debateram o ensino da robótica como base para a formação de talentos e o aumento da competitividade industrial. O encontro foi realizado no estande do governo do RS e abordou a importância de programas como o Indústria do Amanhã, desenvolvido em parceria com o Instituto Caldeira.
O bate-papo foi mediado pela gerente de Tecnologias Educacionais e Empreendedorismo do Sistema FIERGS, Fernanda Arusievicz, que destacou que a integração entre educação, indústria e empresas de inovação é fundamental para a geração de talentos nessa área. “Queremos mostrar que hoje a escola já está trabalhando com inovação e tecnologia. E, para que possamos ter um impacto ainda maior, precisamos de apoios e parcerias para levar essas habilidades para fora da escola”, comentou.
Aluna da Escola Sesi-RS de Ensino Médio de Montenegro e programadora da equipe de robótica, Helena Raupp Torma, 17 anos, participou do encontro, compartilhando sua experiência com a robótica ao longo da última década: “Comecei no contraturno do Sesi com seis anos e foi ali que passei a me apaixonar pela robótica. Percebo que, com a robótica, consegui evoluir em características como confiança, liderança, criatividade e não ter vergonha de me expressar”, disse.
O professor João Henrique Figueredo de Oliveira, que atua na Escola Sesi-RS de Ensino Médio de Montenegro, destacou que a robótica educacional desempenha um papel fundamental ao ajudar os alunos a desenvolverem essas habilidades. “São conhecidas como habilidades para o século 21, como criatividade, senso crítico, comunicação, empatia, saber resolver problemas. Para a indústria, é importante que essas pessoas cheguem com essas habilidades”, ressaltou.
Para a gerente educacional do Instituto Caldeira, Juliana Vieira, a articulação entre diferentes setores da sociedade ajuda a gerar mais oportunidades para os jovens e para as indústrias. “Por meio do Indústria do Amanhã, conseguimos que o jovem talento consiga sonhar mais alto e melhor e a indústria consiga acessar esse jovem. É como se fizéssemos uma ponte entre esses universos”, disse.