Sair da teoria e colocar a mão na massa. Esse foi o foco para cerca de 500 educadores que participaram do segundo dia do Seminário Sesi de Educação, Tecnologia e Mundo do Trabalho nesta quarta-feira (29). O Instituto Sesi de Formação de Professores promoveu oficinas práticas para mostrar como aplicar a computação na rotina das escolas, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Para a gerente do Instituto Sesi de Formação de Professores, Ecleia Conforto, as atividades levam para a prática as discussões do primeiro dia do seminário, sobre a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Computação. “A educação acontece dentro da sala de aula e todos estão a serviço desse ambiente. Queremos que os educadores experimentem as atividades para perceberem que, muitas vezes, já possuem esse pensamento, mas não davam um nome a ele”, afirma Ecleia, ressaltando que o objetivo é ajudar o professor a articular essa linguagem computacional e ensinar o aluno a ter consciência desse processo.
A formadora do Instituto Sesi Adriane Bussolatto ministrou a atividade sobre construção de soluções computacionais e mostrou na prática como trabalhar o tema nos anos finais do Ensino Fundamental. Segundo a especialista, um dos objetivos foi desmistificar a crença de que o assunto se limita à informática. “O pensamento computacional pode ser aplicado diariamente, e não só no laboratório, não é só software ou programação”, apontou. Adriane citou as aulas de português como exemplo. “Quando o professor propõe uma produção textual, os alunos precisam organizar as ideias. Uma redação tem início, meio e fim. O pensamento computacional traz isso, é ter um contexto e seguir uma linha de raciocínio”, explicou.
As atividades começaram com materiais comuns de sala de aula, como lápis, papel e tesoura. A inspiração para a primeira etapa foi a Missão Artemis, trazendo o mundo real como contexto. O grupo passou depois para um jogo de tabuleiro com o objetivo de refletir sobre atividades no Scratch, um software de programação em blocos. “Trabalhamos desde a interpretação dos dados, o desenho da ideia a partir das falas dos colegas e a organização do pensamento para, enfim, chegar à programação”, detalhou Adriane.