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A mudança no comportamento do consumidor, com a migração para compras online e a adoção crescente de esportes individuais, tem pressionado a indústria a rever produtos, canais de venda e estratégias de produção. O tema marcou o último dia de programação do Sistema FIERGS no Gramado Summit, abordando os impactos práticos dessa transformação no setor industrial gaúcho nesta sexta-feira (8).

“O consumidor passou a fazer esportes individuais, utilizando bem menos a bola, e a compra está bastante concentrada no online, o que impacta toda a cadeia, da indústria ao varejo”, avaliou o diretor da Poker Rogério Cauduro, convidado para representar a entidade no palco principal do evento.

No painel “Inovação para competir com gigantes do mercado”, Cauduro destacou que as mudanças no comportamento do consumidor têm exigido respostas rápidas da indústria, desde a adaptação de produtos até a revisão dos canais de venda e distribuição. Para o industrial, empresas que conseguem identificar nichos específicos e compreender o momento correto de lançar novos produtos tendem a ganhar mais competitividade em mercados concentrados.

O diretor ressaltou, também, que processos de inovação exigem planejamento e margem para erro dentro das empresas. Segundo Cauduro, nem todas as iniciativas conseguem se consolidar no mercado, especialmente em cenários de rápida mudança no comportamento do consumidor. “De 10 novas inovações, duas vingam. Esse é o caminho, essas duas pagam as 10”, concluiu.

EDUCAÇÃO PRÁTICA E DEEP TECH
As rápidas transformações no consumo e nas dinâmicas de mercado também têm alterado a forma como a indústria busca formar e atrair novos profissionais. As especialistas do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS Eduarda Borba, Roberta Acorsi e Greice de Rossi abordaram como os jovens têm feito escolhas profissionais mais pragmáticas e conectado suas decisões de carreira às oportunidades reais do mercado, exigindo maior aproximação entre formação técnica, experiência prática e indústria.

A digitalização das cadeias produtivas também apareceu nas discussões voltadas ao agronegócio e sua integração com processos industriais inteligentes. O debate destacou como o valor gerado no campo passa, cada vez mais, pelo uso de biotecnologia, inteligência artificial, sensores e coleta de dados ao longo da cadeia produtiva.

A ocasião ainda colocou em evidência as ações do Centro de Competência Embrapii em Agricultura Digital do Sistema FIERGS (Cedra), como o Smart Agro, iniciativa que une automação, sensoriamento e inteligência artificial para o desenvolvimento de processos inteligentes e rastreáveis. O Cedra é resultado de uma parceria entre a Embrapii e o Sistema FIERGS voltada ao desenvolvimento de tecnologias inéditas (deep tech) para o agro, e que já conta com mais de 15 empresas associadas.

Publicado sexta-feira, 8 de Maio de 2026 - 15h15
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